Luiz Marinho pregou redução sem impacto de salário; ele considera que há ganhos a empresas, sem necessidade de compensação
O ministro Luiz Marinho, que chefia a pasta do Trabalho, defendeu, nesta quarta-feira (6), que a proposta para reduzir a jornada de trabalho com garantia de dois dias de folga tenha início imediato, sem tempo de transição.
“O governo propõe redução imediata para 40h semanais, sem redução de salário, fim da 6×1. Evidente que esse é um processo de debate, escuta. Parlamento vai tomar a decisão final”, disse.
A declaração foi dada a jornalistas na Câmara. Marinho participa da primeira audiência da comissão especial que discute a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para o fim da jornada de trabalho no modelo 6×1.
Apesar do posicionamento, o ministro ponderou que a decisão ligada a um eventual tempo de transição cabe ao Congresso: “O relator é o grande responsável de fazer escuta e montar seu relatório”.
Ele ainda disse considerar que empresas serão beneficiadas por tabela com a melhoria da condição de trabalho, a exemplo de outros países, o que afastaria a necessidade de uma compensação a empregadores.
“Compensação de redução de jornada de trabalho, historicamente no Brasil e no mundo, é compensado pelo ganho no ambiente de trabalho. Ganho de melhoria de qualidade e da produtividade”, disse.
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