A coordenadora do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) de Campina Grande, professora universitária Sayonara Lia Fook, fez um alerta sobre medidas preventivas e cuidados imediatos em casos de acidentes com animais peçonhentos. A orientação foi dada ao comentar o caso de um menino de 6 anos que morreu após um possível acidente envolvendo um desses animais no município de Salgadinho, na região de Patos.
Segundo a especialista, algumas práticas ainda comuns entre a população podem agravar o quadro da vítima e devem ser evitadas. Entre elas estão a realização de torniquete, sucção do veneno ou cortes ao redor do local da picada.
“Não se deve fazer torniquete, nem sucção, nem incisão no local da picada. Também não se deve utilizar nenhum tipo de simpatia, como colocar borra de café ou ingerir determinados chás”, explicou.
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De acordo com Sayonara, a recomendação é buscar atendimento médico o mais rápido possível. “O correto é procurar imediatamente um serviço de emergência. Enquanto isso, deve-se lavar o local da picada com água e sabão, o que é extremamente importante”, orientou.
Ela destacou ainda que a Paraíba possui distribuição de soro antiveneno em unidades de referência. Caso seja possível, a especialista recomenda que o animal responsável pelo acidente seja levado para identificação. “Se for viável, traga o espécime da serpente ou do escorpião, pois isso ajuda na identificação e no tratamento adequado”, afirmou.
Animais peçonhentos mais comuns
No bioma Caatinga, predominante em grande parte da Paraíba, alguns animais são responsáveis pela maioria dos acidentes. Entre as serpentes, os principais registros envolvem jararacas, cascavéis e corais.
Já entre os escorpiões, o mais comum na região é o chamado escorpião-amarelo, considerado um dos que mais provocam acidentes. Segundo a especialista, ele possui características que ajudam na identificação.
“Ele é facilmente reconhecido. No dorso, apresenta uma linha escura e um triângulo na região da cabeça”, explicou.
Além desses, outros animais também podem causar acidentes, como aranhas, abelhas, marimbondos e algumas espécies de lagartas.
Diante do risco, a orientação dos especialistas é manter cuidados básicos no ambiente doméstico e procurar assistência médica imediata em caso de picada ou ferroada.
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